Os Passarinhos na Música Popular Brasileira
Há 3 semanas
Espaço e tempo para algumas das inquietações, referências e memórias de Wilson Oliveira Filho. "A cultura é um prego perfurando tua mão"
A verdade nasceu da ilusão
"Eis a
Sabia da apresentação do Dream Theater, mas não dei muita bola. Um dia antes do show, um grande amigo recém-chegado de Angola liga dizendo que tem ingresso sobrando. Hesitei um pouco, mas logo já estava convencido de que veria mais uma vez os americanos do metal progressivo que fazem do sonho, teatro. Da primeira vez conhecia as músicas de trás pra frente. Dessa, nem o nome do último disco sabia. Mas lá, com um som prá lá de perfeito, a história é a mesma. Música pra cabeça. Música cerebral. Sonhos; imagens cercadas por técnica. Instrumentos que domados pela mão humana elevam o nosso juízo de gosto. Estética e técnica que convergem para o labirinto das nossas mentes. Sim, é som pesado, guitarras com distorção, pedal duplo, solos com velocidade e feeling, longos temas. E logo no início a bela Surrounded http://www.youtube.com/watch?v=WebiZCvLIE4, com direito a solo de Mother - aquela que mais nos cerca sempre - do Pink Floyd. Música que nos faz repensar nossa condição de demasiado humano. Valeu Jack-o!
Voltando a reler os panfletos situacionistas, a teoria e prática da revolução, ou aquilo que realmente poucos ainda querem de fato, que " as idéias voltem a ser perigosas", me deparo uma vez mais com o dilema entre política e estética. Se no auge do situacionismo, Debord, Piero Simondo, Elena Verrone e cia fizeram a aliança entre o estético e o político, nos dias de hoje, com o espetáculo absoluto fica cada vez mais difícil se posicionar. Sim, trata-se de posições. É cada vez mais fácil ouvir, e confesso que as vezes participo do time: vejo o último estouro de hollywood da mesma forma que me encanto com o underground mais soterrado do submundo das artes. O que essa postura, de fato neosituacionista, gera é o velho conformismo, que bradavam os situacionistas. "A cultura? Mas essa é a mercadoria ideal que obriga a comprar todas as outras..." Como separar os cacos pós-modernos do espetáculo/controle contemporâneos? E por onde andam os filmes contra a arte, ao lado da arte?
"A uma arte assim