quinta-feira, 30 de abril de 2009

Banner do IG


"Hang the Dj", but save the vj's


Burn down the disco,

Hang the blessed D.J.,

Because the music that they constantly play,

It says nothing to me about my life,

Hang the blessed D.J.,

Because the music that they constantly play


Panic, The Smiths, 1987.
Na imagem, Peter Greenaway em ação como vj....


terça-feira, 28 de abril de 2009

Christine (Para muitos, dos maus...)


"Para poucos e maus" é o slogan de uma campanha publicitária de um veículo que ronda a cidade... Em tempos mais que hiperestimulados, hiperconectados, lembrar Adorno e Horkheimer para refletir o quão perigosa é uma campanha como essa é tarefa de quem ainda se assusta.
"Os detalhes tornam-se fungíveis. A breve sequência de intervalos, fácil de memorizar, como mostrou a canção de sucesso; o fracasso temporário do herói, que ele sabe suportar como good sport que é; a boa palmada que a namorada recebe da mão forte do astro; sua rude reserva em face da herdeira mimada são, como todos os detalhes, clichés prontos para serem empregados arbitrariamente aqui e ali e completamente definidos pela finalidade que lhes cabe no esquema. Confirmá-lo, compondo-o, eis aí sua razão de ser" (Max Horkheimer e Theodor Adorno (1985). Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, p118)

A publicidade preocupada com a liberação que os novos meios trazem, segmenta seu discurso com os moldes da Indústria Cultural. Termo ainda indispensável para se analisar o contemporâneo, essa pérola aos poucos (e maus) ainda faz a cabeça de muitos... Sem carro, sem maldade e em meio aos muitos outros que me habitam acho que essa campanha segue a velha lógica da mídia de massa, falar [mal falar] pra muitos. E o cinema tão criticado por Adorno, já nos mostrou o que pode essas máquinas andantes...

sábado, 25 de abril de 2009

O silêncio que aguarda a voz


Fissurar e retardar a presença ( A voz que guarda o silêncio)
Trancafiar a metafísica (A voz que guarda o silêncio)
Fazer da ave de rapina um cordeiro e vice-versa ( A voz que guarda o silêncio )
Parir de um filho uma mãe ( A voz que guarda o silêncio )

No claro, o escuro se desenha ( A voz que guarda o silêncio )
Na seta, um alvo descansa ( A voz que guarda o silêncio )
Alhures um cão brada seu nome ( A voz que guarda o silêncio )
E Platão toca cítara e recita ( A voz que guarda o silêncio )

Todo filósofo é bom metaleiro ( A voz que guarda o silêncio )

Todo número é feito de letras ( A voz que guarda o silêncio )

Nenhum amor é perfeito,

pois A voz que guarda o silêncio

é um solilóquio, é torto é estreito

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Em homenagem ao dia do livro

O livro mudou minha vida. Não um livro, mas o livro. Não fui tão precoce, lia um pouco quando novo, além das obrigatoriedades, gostava dos livros de aventura: Quixote, Gulliver, mas também os livros-jogos mas a engenharia química me levou pros livros de fato. Entre alguns calhamaços de Química orgânica, Leithold e outras bíblias, descobri Adorno, Schopenhauer e Mcluhan. Deste herdei a paixão pela materialidade dos meios. Então, porque não pensar que O livro em si foi mais importante que "O Estrangeiro" de Camus, que "O muro" de Sartre, para ficarmos no existencialismo, que a melancolia e a depressão dos russos, que o "Bartleby", de Melvile, que os policiais de Rubem Fonseca e Garcia-Roza, que a estante ainda abarrotada de títulos que não li e de outros que parei pelo meio. Que os livros que já escrevi, que ainda escrevo ou que não escrevi já se confundem com todos os Borges, Calvinos. Que como o escriba de Cortázar e o niilismo de Nietzsche ( "o que é um livro que não nos leva para além de todos os livros?") que como os e-books e audiobooks me fazem pensar que o que vale é O livro. Esse artigo definido...

(postado com alguns erros como comentário no blog do argônio)

sábado, 18 de abril de 2009

Um diálogo


Borges: A memória caiu do cavalo para viver eternamente em meio a labirintos. A letra A tem seu nome
Derrida: E em meio aos brinquedos, essas letras, esses blocos, esses arquivos, Freud desconstruiu a consciência.